Friday, May 31, 2013

C4SS - The New Academy



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CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
A Left Market Anarchist Think Tank and Media Center
Centro de Políticas e de Mídia Esquerdista Anarquista de Mercado
The New Academy
A Nova Academia
Grant Mincy | May 29th, 2013
Grant Mincy | 29 de maio de 2013
Many economists think that the next bubble to burst in our current crisis will be student loans. Student loan debt is at a historic high, and federal loan rates are about to double, from 3.4% to 6.8% – despite a small effort to have student loan interest rates mimic the rates government grants big banks. This debt is an enormous burden on millions of students who cannot find a job in our current economy. These loans are the burden of middle class, working class and low-income students who cannot afford the ever rising cost of college tuition. This burden is incredibly sinister, as syndicalist Noam Chomsky notes:
Muitos economistas acham que a próxima bolha a estourar em nossa atual crise será a dos empréstimos a estudantes. A dívida de empréstimos a estudantes encontra-se em alta histórica, e as taxas de empréstimos federais estão prestes a dobrar, de 3,4% para 6,8% – a despeito de pequeno esforço para fazer com que os juros dos empréstimos a estudantes acompanhem as taxas que o governo concede a grandes bancos. Essa dívida é enorme fardo para milhões de estudantes que não conseguem arranjar emprego em nossa economia atual. Esses empréstimos são um fardo para a classe média, para a classe trabalhadora e para estudantes de baixa renda que não têm dinheiro para o sempre crescente custo do estipêndio universitário. Esse fardo é incrivelmente agourento, como observa o sindicalista Noam Chomsky:
Students who acquire large debts putting themselves through school are unlikely to think about changing society. When you trap people in a system of debt they can’t afford the time to think. Tuition fee increases are a disciplinary technique, and by the time students graduate, they are not only loaded with debt, but have also internalized the disciplinarian culture. This makes them efficient components of the consumer economy.
Estudantes que incorrem em grandes dívidas para pagarem a escola improvavelmente pensarão em mudar a sociedade. Quando você emaranha as pessoas num sistema de dívida, elas não conseguem o tempo necessário para pensar. Os aumentos das taxas de estipêndio são uma técnica disciplinar e, quando os estudantes se formam, não apenas estão onerados com a dívida como, também, internalizaram a cultura disciplinar. Isso os torna componentes eficientes da economia de consumo.
Institutions of higher education are largely places of privilege that serve to keep people in their desired socio-economic status. Today, the academy is becoming increasingly influenced by special interests. As institutions such as MIT conduct war research (most notable during the Vietnam era) while others sell trustee land to oil and gas companies, it has become apparent that state and corporate interests have invaded our universities. As the developed world has (subjectively) moved to post industrialism, “experts” are being held with increasing regard, workers are being replaced by technology (though there are great exceptions) and many people are going back to school for advanced degrees with the hopes of finding a place in today’s economy. This trend has allowed Universities to become leaders in innovation over the past century, bringing the intelligentsia to power. There is reason for concern over this growing trend.
Instituições de educação superior são, em grande parte, lugares de privilégio que servem para manter pessoas em sua condição socieconômica desejada. Hoje em dia, a academia torna-se cada vez mais influenciada por interesses especiais. À medida que instituições como o Massachusetts Institute of Technology - MIT conduz pesquisa de guerra (mais notável durante a época do Vietnã) enquanto outras vendem terra administrada por curador a empresas de petróleo e gás, torna-se visível que interesses estatais e corporativos invadiram nossas universidades. Na medida em que o mundo desenvolvido rumou (subjetivamente) para o pós-industrialismo, “especialistas” estão sendo mantidos com crescente consideração, trabalhadores estão sendo substituídos pela tecnologia (embora haja grandes exceções) e muitas pessoas estão voltando aos bancos escolares para obterem graus avançados na esperança de encontrar lugar na economia dos dias de hoje. Essa tendência permitiu às Universidades tornarem-se líderes em inovação ao longo do século passado, levando a intelligentsia ao poder. Há motivo para preocupação com essa tendência crescente.
Technical expertise correlates well with aristocracy. As the intelligentsia comes to power, these “experts” may grow (often are) very arrogant and refuse to admit failure. The new academy acts as any other hierarchy as its influence grows. This is incredibly problematic as intellectuals have a duty to analyze arguments and power structures as they have been uniquely trained to do this task. Academic professionals live a life a leisure that is not awarded to working people. As these experts begin working with the system (dependent on the state for grants & corporations and financial institutions for funding) this debt owed to society can easily be forgotten.
Especialização técnica correlaciona-se bem com aristocracia. À medida que a intelligentsia chega ao poder, esses “especialistas” podem tornar-se (amiúde o fazem) muito arrogantes e recusarem-se a admitir fracasso. A nova academia atua como qualquer outra hierarquia à medida que sua influência aumenta. Isso é incrivelmente problemático, na medida em que os intelectuais têm dever se analisar argumentos e estruturas de poder visto terem sido treinados, especificamente, para desempenharem essa tarefa. Profissionais acadêmicos vivem uma vida de lazer não concedida aos trabalhadores. Quando esses especialistas começam a trabalhar com o sistema (dependentes do estado para subvenção e de corporações e instituições financeiras para financiamento), essa dívida para com a sociedade pode facilmente ser esquecida.
A consequence of the new academy may very well be privatization. As the state and corporate interests encroach on the public education system this becomes a very real possibility. Privatization does two things, raises money for the state, and benefits the upper tier of society, allowing only those with the most capital to afford high tuition rates while a great majority of the public would only be able to attain lower levels of educational training. What better way to destroy free markets? What better way to capture society? What is happening in our universities mimics the bipartisan neo-liberal economic consensus - push the public out-of-the-way and use state power to advance those with a monopoly on capital.
Consequência da nova academia bem poderá ser privatização. À medida que interesses do estado e corporativos invadem o sistema público de educação, isso se torna possibilidade muito real. A privatização faz duas coisas, levanta dinheiro para o estado, e beneficia a camada superior da sociedade, permitindo que apenas aqueles com maior capital possam pagar altas taxas de estipêndio enquanto grande maioria do público só consiga atingir níveis mais baixos de treinamento educacional. Que melhor maneira de destruir livres mercados? Que melhor maneira de apresar a sociedade? O que hoje acontece em nossas universidades imita o consenso bipartidário neoliberal econômico - empurre o público para fora do caminho e use o poder do estado para promover aqueles que tenham monopólio do capital.
In a free society, built on consensus and freed market exchanges the radically opposite would occur. As education advances both the individual and the collective, higher education would become incredibly affordable – and this would be rather easy to do. Just imagine reigning in the war-time state, the trillions spent on Iraq alone would cover the cost of higher education for decades. Education itself, its form, its purpose would also radically change. The system would be more democratic as opposed to bureaucratic, students would be able to follow their interests as opposed to interests deemed worthy by the state. Education would become a life long pursuit of knowledge as opposed to an institution that serves only to prepare society for the work force. As human beings are inclined to labor and be creative, in a freed market, education would serve to advance individual and collective interests.
Numa sociedade livre, assentada em consenso e em transações de um mercado libertado, ocorreria o radicalmente oposto. À medida que a educação promovesse tanto o individual quanto o coletivo, a instrução superior se tornaria incrivelmente acessível – e isso seria bastante fácil de conseguir. Imagine só conter o estado de tempo de guerra; os triliões gastos só no Iraque cobririam o custo da educação superior por décadas. A própria educação, sua forma, seu propósito, também se modificariam radicalmente. O sistema se tornaria mais democrático por oposição a burocrático, os estudantes conseguiriam seguir seus interesses por oposição a interesses considerados desejáveis pelo estado. A educação se tornaria persecução vitalícia por oposição a uma instituição que só serve para preparar a sociedade para a força de trabalho. Na medida em que os seres humanos são inclinados para o trabalho e a serem criativos, num livre mercado a educação serviria para promover interesses individuais e coletivos.
The academy should be an institution that works for the public good. It should be free from centralized power. It should be a hub for intellectualism. The academy should be a place that questions society and its practices. Education should be dedicated to critical analysis of, as opposed to co-operation with, the state, big business and special interests. To fail in this analysis is a betrayal to the public. Abandoning these principles reflects the moral degradation of the new academy – it resembles an abandonment of the quest for a free society, while joining the ranks of institutions who wish to capture society.
A academia deveria ser instituição que funcionasse para o bem público. Deveria estar livre do poder centralizado. Deveria ser centro de intelectualismo. A academia deveria ser lugar que questionasse a sociedade e suas práticas. A educação deveria estar dedicada a análise crítica, por oposição a cooperação com, o estado, as grandes empresas e os interesses especiais. Não fazer essa análise é traição ao público. O abandono desses princípios reflete a degradação moral da nova academia – ela se assemelha a um abanono da busca de uma sociedade livre, enquanto junta-se às fileiras das instituições que desejam apresar a sociedade.
There is growing consequence with the current student loan situation. As many are now burdened with this enormous debt – for just doing what they have been told to do (go to college, get a good job, consume, attain the American dream) – there are also an increasing amount of people who hold higher degrees. There is a growing and new intellectual class – those who cannot, will not or refuse to join the aristocratic class that directly benefits from their debt. Though many with graduate degrees still come from middle (or above) class backgrounds, in the age of bailouts, growing wealth gaps, wage disparity among the divisions of labor, etc, many of these graduates have a choice to make. To defend the status quo, or to revolt and join the struggle of the proletariat.
Há crescente consequência decorrente da atual situação dos empréstimos a estudantes. Como muitos destes estão agora onerados por essa enorme dívida – por apenas fazerem o que lhes foi dito fazer (ir para a universidade, obter bom emprego, consumir, atingir o sonho estadunidense)  – há também crescente número de pessoas que tem diplomas mais altos. Há crescente e nova classe intelectual – aqueles que não podem, não poderão, ou se recusarão a juntar-se à classe aristocrática que se beneficia diretamente da dívida deles. Embora muitas pessoas com grau universitário ainda provenham de planos de fundo de classe média (ou acima), na era dos socorros financeiros, crescentes lacunas de riqueza, disparidade de remuneração entre as divisões do trabalho etc., muitos desses formados têm uma escolha a fazer. Defender o statu quo, ou revoltarem-se e juntarem-se à luta do proletariado.
The proletariat is growing.
O proletariado está aumentando.


Wednesday, May 29, 2013

C4SS - How bad is the U.S. government?



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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade sem Estado
A Left Market Anarchist Think Tank and Media Center
Centro de Políticas e de Mídia Esquerdista Anaquista de Mercado
Left-Libertarian - Classics
Clássicos Libertários de Esquerda
How bad is the U.S. government?
O quanto o governo dos Estados Unidos é maléfico?
March 20th, 2013
20 de março de 2013
The following article was originally published in the May 1971 issue of The Abolitionist, written by R.A. Childs, Jr.
O artigo a seguir foi originalmente publicado na edição de maio de 1971 de The Abolitionist, escrito por R.A. Childs, Jr.
One of the many questions which separate “left-wing libertarians” from “right-wing” libertarians” is that of just how bad the U.S. Government is. The fault lies partly on both sides. Among left-libertarians, practically no one has taken the time to detail just exactly what they mean, what is being spoken of, and what evidence they have for it. Among right-libertarians, practically no one knows any history beyond the few tomes recommended by the Foundation for Economic Education, YAF, the John Birch Society, and so forth. And no left-libertarian has taken the time to detail his case either.
Uma das muitas questões que separam os “libertários de esquerda” dos libertários de direita” diz respeito a o quanto o Governo dos Estados Unidos é maléfico. A culpa cabe, parcialmente, a ambos os lados. Entre os libertários de esquerda, até hoje praticamente ninguém tomou tempo para detalhar com precisão o que quer dizer, do que está falando, e de que evidência dispõe. Entre os libertários de direita, praticamente ninguém conhece nada de história além dos poucos tomos recomendados por Foundation for Economic Education, YAFJohn Birch Society, e assim por diante. E nenhum libertário de esquerda, por sua vez, tomou tempo para pormenorizar sua argumentação.
In one short article, it is impossible to do all the detailing and arguing which will have to be done in order to resolve the debate. But what I want to do here is to point out just what the debate is over, and to suggest to both sides how to resolve it.
Em artigo curto é impossível fazer toda a pormenorização e elaborar toda a argumentação para resolução do debate. O que quero porém fazer aqui é destacar exatamente acerca do que versa o debate, e sugerir a ambos os lados como resolvê-lo.
Right-libertarians basically, are patriotic in temperament. They maintain that despite all of its faults, the United States is “the freeist country in the world,” that ours is stll the best government; they react with abhorrence and screams of rage when a left-libertarian suggests that the U.S. Government is the most evil government on the face of the earth.  This the left-libertarian unfortunately does often, without evidence or explanation, and without trying to calmly present his arguments.
Os libertários de direita são, basicamente, patriotas por temperamento. Defendem que, apesar de todas as suas falhas, os Estados Unidos são “o país mais livre do mundo,” e que nosso governo é ainda o melhor; reagem com aversão e gritos de furor quando os libertários de esquerda sugerem que o Governo dos Estados Unidos é o mais perverso governo da face da terra. Isso o libertário de esquerda infelizmente faz amiúde, sem evidência ou explicação, e sem tentar apresentar calmamente seus argumentos.
First, let me make a differentiation: the government, or the State as I shall call it, is not the same as the country of the United States, nor the same as all the people who live under it, what they do, their homes, property, jobs, values or whatever. Right-libertarians are usually talking about the “virtues” of these latter, while left-libertarians are really talking about the State.
Primeiramente, permitam-me fazer uma diferenciação: o governo, ou o Estado, como o chamarei, não é a mesma coisa que o país Estados Unidos, nem a mesma coisa que todas as pessoas que vivem sob ele, que o que elas fazem, seus lares, propriedades, empregos, valores ou o que seja. Os libertários de direita estão geralmente falando das “virtudes” desses últimos, enquanto qs libertários de esquerda estão realmente falando a respeito do Estado.
So let us focus for a minute on the State, and on its domestic activities. Is or is not the U.S. the freeist country in the world? Well, to this question, right-libertarians answer a stout, “yes!” Alright, by what standard? And how many other countries are being compared? This the right-libertarians never take up in depth, and this is one reason why I object to them; they are often shallow and repeat the stories and myths about the United States without having “checked their premises” as the Randians put it. Let us divide up domestic violence into two aspects: scope and intensity. Scope is a word for how many people the actions of the U.S. Government affects domestically. Intensity is the extent to which the state exercises violence or the threat of it in regulating actions and confiscating property. Now with respect to scope the U.S. Government, domestically, must surely fall behind both the U.S.S.R. and China, and thus is not the worst government in that respect. But with regards to intensity, it is another story. The main reason for the problem is that there is really not much of a way to measure the extent of violence and intimidation of the U.S. Government. Certainly it is more subtle than the U.S.S.R., East Germany, Czechoslovakia, Spain, and so forth. While the U.S.S.R. is more blatant about attempting to regulate the opinions of those in the artistic fields, for example, the U.S. must surely be said to do the same thing by means of licenses, subsidies, and the like. But let us at this point grant the contention of the right-libertarians, that the U.S. is at least marginally better than a few other countries, whether communistic or fascistic in the realm of domestic policy.
Portanto, fixemo-nos por um minuto no Estado, e em suas atividades internas ao país. É verdade ou não que os Estados Unidos são o país mais livre do mundo? Ora bem, a essa pergunta os libertários de direita respondem com vigoroso “sim!” Muito bem, de acordo com que padrão? E com quantos outros países é feita a comparação? Isso os libertários de direita nunca aprofundam, e esse é um dos motivos pelos quais objeto a eles; eles são amiúde superficiais e repetem as histórias e mitos acerca dos Estados Unidos sem terem “verificado suas premissas,” como dizem os randianos. Dividamos a violência interna ao país em dois aspectos: abrangência e intensidade. Abrangência é palavra para quantas pessoas são afetadas, internamente ao país, pelas ações do Governo dos Estados Unidos. Intensidade é a medida em que o estado exerce violência ou ameaça fazê-lo ao controlar ações e confiscar propriedade. Ora bem, com respeito à abrangência o Governo dos Estados Unidos, internamente ao país, seguramente fica aquém tanto da URSS quanto da China, e portanto não é o pior governo sob esse aspecto. No tocante à intensidade, porém, a história é outra. O principal motivo do problema é em realidade não existir muito como mensurar a medida de violência e intimidação do Governo dos Estados Unidos. Certamente essa violência é mais sutil do que a de URSS, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Espanha, e assim por diante. Embora a URSS seja mais ostensiva acerca de tentar controlar as opiniões das pessoas no domínio artístico, por exemplo, pode-se com segurança dizer que os Estados Unidos fazem a mesma coisa por meio de subsídios, licenças, e coisas que tais. Concedamos, porém, a esta altura, a afirmação dos libertários de direita de que os Estados Unidos são pelo menos marginalmente melhores do que alguns outros países, comunistas ou fascistas, no campo da política interna ao país.
What about foreign policy? Since this is really what the left-libertarian is getting at, this is what should be focused on when we are considering the issue of how bad the U.S. Government is. When, for example, Colin Caxton attacks the left-libertarians in such publications as LIFE AND LIBERTY, for making such allegedly absurd claims as that the U.S. Government is the most tyrannical in the world, note that he only focuses on domestic policy, on the level of taxes and State regulation of property, etc. But foreign policy is certainly as much a concern as domestic policy – unless we are unwilling to grant that the libertarian ethic and social philosophy apply universally, and that foreigners, as well as Americans, have the right not to be aggressed against, and having been aggressed against, have the unalienable right to defend themselves.
E quanto à política externa? Visto ser nisso que realmente o libertário de esquerda se pega, isso é o que deve ser focado quanto consideramos a questão de o quanto o Governo dos Estados Unidos é maléfico. Quando, por exemplo, Colin Caxton ataca os libertários de esquerda em publicações tais como LIFE AND LIBERTY, por fazerem afirmações alegadamente absurdas de o Governo dos Estados Unidos ser o mais tirânico do mundo, notem que ele só foca a política interna ao país, o nível de impostos e as normas do Estado a respeito da propriedade etc. A política externa, porém, é certamente preocupação tão grande quanto a política doméstica – a menos que não estejamos dispostos a conceder que a ética e a filosofia social libertária se apliquem universalmente, e que os estrangeiros, tanto quanto os estadunidenses, têm o direito de não ser agredidos e, se agredidos, têm o direito inalienável de se defender.
The whole point of the left-libertarians is that in both scope and intensity, the actions of the U.S. Government is foreign countries exceeds in violence those of any other government. How is such a claim substantiated? Predominately by a massive reading in history. Conclusions which result include: The fact since the Spanish-American War, the U.S. Government has been pursuing a policy of foreign expansionism, which is the logical and easily understood extension of the earlier policy of “manifest destiny” under which the U.S. Government extended its boundaries from just a few hundred miles west of the east coast of the United States, to the Pacific Ocean. The reasons for this policy are many, but they include as a predominant feature the fact that the influential American businessmen accepted the idea that without such expansion, the U.S. was doomed to suffer from ever-increasing depressions and industrial crises. After the Civil War, in the midst of the government during and after the War, businessmen sought a way to use the government to stabilize the economy and guarantee them ever-expanding markets for their increased production. Domestically, they turned to government regulation of the economy on their behalf, under the anti-trust laws and others, such as the creation of the Federal Reserve System.
A questão toda dos libertários de esquerda é que, tanto em abrangência quanto em intensidade, as ações do Governo dos Estados Unidos em países estrangeiros excedem, em violência, as de qualquer outro governo. Como é tal afirmação substanciada? Predominantemente por maciça leitura de história. Conclusões que resultam incluem: O fato de que, desde a Guerra Hispano-Americana, o Governo dos Estados Unidos vem perseguindo uma política de expansionismo no estrangeiro, que é a lógica e facilmente compreensível extensão da política anterior de “destino manifesto” sob a qual o Governo dos Estados Unidos estendeu suas fronteiras de apenas umas poucas centenas de milhas a oeste da costa leste dos Estados Unidos para até o Oceano Pacífico. Os motivos dessa política são muitos, mas incluem como traço predominante o fato de homens de negócios estadunidenses influentes terem aceito a ideia de que, sem tal expansão, os Estados Unidos estariam condenados a sofrer depressões e crises industriais sempre crescentes. Depois da Guerra Civil, em meio ao governo durante e depois da Guerra, os homens de negócios buscaram maneira de usar o governo para estabilizar a economia e garantir-lhes mercados sempre em expansão para sua crescente produção. Internamente ao país, voltaram-se para regulamentação da economia pelo governo em benefício deles, sob as leis antitruste e outras, tais como a da criação do Sistema da Reserva Federal. 
In foreign policy, big businessmen turned to using the U.S. military and its diplomatic channels to insure ever-expanding markets for their goods. This resulted in the Spanish-American war, in confrontations with Japan and China, and the like. It led, ultimately, to the American entry into World War I and II, and it is an important motive in the initiation of the Cold War.
Em política externa, os grandes homens de negócios voltaram-se para o uso da instituição militar dos Estados Unidos e seus canais diplomáticos para garantir mercados sempre em expansão para seus bens. Isso resultou na guerra Hispano-Americana, em confrontos com Japão e China, e coisas da espécie. Levou, finalmente, à entrada dos Estados Unidos na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, e é importante motivo para o início da Guerra Fria.
The contention of the left-libertarian is that the U.S. Government is almost solely responsible for initiating and maintaining the Cold War, and for oppressing revolutionary movement all over the earth. For substantiation of this thesis, I recommend the following: The Free World Collossus, by David Horowitz (2nd edition, paper), The Cold War and Its Origins, by D.F. Fleming (2 vol.). The Roots of American Foreign Policy by Gabriel Kolko (paper), The Politics of War by Gabriel Kolko, The Hidden History of the Korean War by I.F. Stone, and The Futile Crusade by Sidney Lens. These all cover different aspects of the history and nature of U.S. foreign policy since the turn of the century, concentrating on the Cold War since 1945.
A asseveração dos libertários de esquerda é que o Governo dos Estados Unidos é quase unicamente responsável por iniciar e manter a Guerra Fria, e por oprimir movimentos revolucionários em todo o mundo. Para substanciar essa tese, recomendo o seguinte: The Free World Collossus, por David Horowitz (2a. edição, brochura), The Cold War and Its Origins, por D.F. Fleming (2 vol.). The Roots of American Foreign Policy por Gabriel Kolko (brochura), The Politics of War por Gabriel Kolko, The Hidden History of the Korean War por I.F. Stone, e The Futile Crusade por Sidney Lens. Essas obras todas cobrem diferentes aspectos da história e da natureza da política externa dos Estados Unidos desde a virada do século, concentrando-se na Guerra Fria desde 1945.
These books maintain that the revolutionary movements which have been sweeping the world since the turn of the century are not communist inspired, but are a continuation of the earlier libertarian revolutionary movements of the 17th, 18th, and 19th centuries. These movements had as their aim the abolition of feudalism, and the old order of caste and privilege. It is this contention right-wing libertarians must face up to and refute, that is, if they want to maintain that this is the best government in the world.
Esses livros asseveram que os movimentos revolucionários que têm varrido o mundo desde a virada do século não são de inspiração comunista, e sim continuação dos movimentos revolucionários libertários anteriores dos séculos 17, 18 e 19. Esses movimentos tinham por objetivo a extinção do feudalismo e da antiga ordem de casta e privilégio. É essa asseveração que os libertários de direita terão de enfrentar e refutar, isto é, se eles desejarem defender que este é o melhor governo do mundo.
These authors imply that the reason why communists have become the predominant ideologists backing these revolutions (completely consistent with libertarianism, of course) is because the older classical liberals, adopting a soft-shelled pragmatism, evolutionism, utilitarianism, gave up their position as the leaders of the great capitalist revolutions for the sake of cozying up to the American and British establishments. With these leaders gone (a few exceptions were William Lloyd Garrison, the anarchist natural-rights libertarian and the leader of the abolitionist movement, and Edward Atkinson of the Anti-Imperialist League, a laissez-faire businessman at the turn of the century), those still seeing the need for revolutions in Latin America, Europe, Africa and Asia, not being particularly good theoreticians, took what they could find. What they found was Marxism – at least in part. Their actions have still been a continuation of earlier libertarian revolutions and movements.
Referidos autores implicam que o motivo pelo qual os comunistas se tornaram ideólogos predominantes no apoio a essas revoluções (completamente consistentes com o libertarismo, obviamente) é o fato de os liberais clássicos mais antigos, adotando pragmatismo, evolucionismo e utilitarismo complacentes, terem aberto mão de sua posição como líderes das grandes revoluções capitalistas para adular os establishments estadunidense e britânico. Depois que esses líderes se foram (poucas exceções foram William Lloyd Garrison, o anarquista libertário dos direitos naturais e líder do movimento abolicionista, e Edward Atkinson, da Liga Anti-imperialista, homem de negócios partidário do laissez-faire na virada do século), aqueles que ainda viam a necessidade de revoluções em América Latina, Europa, África e Ásia, não sendo particularmente bons teóricos, pegaram o que puderam encontrar. O que encontraram foi o marxismo – pelo menos em parte. Suas ações têm sido ainda uma continuação das revoluções e movimentos libertários anteriores.
What about U.S. imperialism? A lot of right-libertarians make the mistake of thinking that imperialism is and must always be of the colonial variety, but this is not so. Imperialism today consists of an interrelationship between the U.S. Government, some major U.S. corporations of the statist-liberal bent, and foreign governments or ruling classes (such as that in South Vietnam), which result in the ruling classes in power, in exchange for economic-political-interventionist concessions. To do this, a major factor of U.S. Government and its liberal hacks have been the architects of the Cold War, and major corporations have also had a very large role in this. And it is from these that we get the myths of the cold war, as Murray Rothbard has called them: That these revolutionary movements which must always be “put down“, are somehow “communist inspired“.
E quanto ao imperialismo dos Estados Unidos? Muitos dos libertários de direita cometem o equívoco de pensar que o imperialismo é e sempre terá de ser da variedade colonial, mas não é assim. O imperialismo, hoje, consiste em uma inter-relação entre o Governo dos Estados Unidos, algumas corporações principais dos Estados Unidos de tendência liberal-estatista, e governos estrangeiros ou classes dominantes (como no Vietnã do Sul), que resulta nas classes dominantes no poder, em troca de concessões intervencionistas-políticas-econômicas. Para fazer isso, fator importante do Governo dos Estados Unidos e seus panfletários liberais têm sido os arquitetos da Guerra Fria, e grandes corporações também têm tido papel muito importante. E é dessa gente que recebemos os mitos da guerra fria, como Murray Rothbard os chamou: Que esses movimentos revolucionários que precisam sempre ser “jogados para baixo“, são de alguma forma “de inspiração comunista“.
It is furthermore the contention of the left-libertarians that war has been the fountainhead of much of american domestic statism since the inception of the American state, and that it is through the vehicle of involvement in the internal affairs of foreign countries that the U.S. has promoted and maintained statism on a grand level across the world, thus affecting far more people than any other state.
Afirmam ademais os libertários de esquerda que a guerra tem sido a fonte original de grande parte do estatismo estadunidense interno ao país desde o início do estado estadunidense, e que é por meio do veículo do envolvimento nos assuntos internos de países estrangeiros que os Estados Unidos têm promovido e mantido o estatismo em nível alto em todo o mundo, afetando assim muito mais pessoas do que qualquer outro estado.
Granting this, they maintain, as I do that it is time for the right-libertarians to reexamine the course and nature of American history and American statism. And, having done this, that it is the responsibility of libertarians to once again pick up the banner of true radicalism, of the anti-draft, anti-militarist, anti-imperialist, and anti-feudal movements of the last few centuries which have only lately come under the domination of the socialist left.
Isto posto, afirmam eles, como também eu afirmo, é hora de os libertários de direita reexaminarem o curso e a natureza da história estadunidense e do estatismo estadunidense. E, havendo-o feito, é responsabilidade dos libertários de novo empunharem a flâmula do verdadeiro radicalismo, dos movimentos contra o alistamento militar, contra o militarismo, contra o imperialismo e contra o feudalismo dos últimos séculos que só tardiamente vieram a ficar sob o domínio da esquerda socialista.
It has been my purpose here to clarify the issue, and to show what each side should be talking about, and why. What we need from both the left and the right now is intensive and broad-based scholarship, focusing on the real culprits in the rise of American statism, and the inner workings of the American system. And there is no better place to begin than with the Cold War. Without such scholarship, neither left nor right can prove their case, or win the other over.
Foi meu propósito aqui esclarecer a questão, e mostrar acerca do que cada lado deveria estar falando, e por quê. O que precisamos tanto da esquerda quanto da direita neste momento é conhecimento de alto nível intensivo e de base ampla focando os reais responsáveis pela ascensão do estatismo estadunidense, e o funcionamento interno do sistema estadunidense. E não há melhor lugar para começar do que com a Guerra Fria. Sem conhecimento de alto nível a respeito, nem esquerda nem direita conseguirá fazer prevalecer sua argumentação, ou persuadir a outra parte.